Monthly Archives: agosto, 2018

Versão de entrada do sedã compacto recebeu novos detalhes no visual e mais equipamentos de série

 Apesar do visual pré-reestilização, o Prisma Joy ganhou novos detalhes

Apesar do visual pré-reestilização, o Prisma Joy ganhou novos detalhes (Divulgação/Chevrolet)

O Chevrolet Prisma seguiu os passos do Onix e atualizou a versão de entrada – que, assim como no hatch, se chama Joy. Mais equipado (e R$ 800 mais caro), o modelo custa R$ 49.190.

 Faróis com máscara negra e calotas estão entre as novidades da linha 2019

Faróis com máscara negra e calotas estão entre as novidades da linha 2019 (Divulgação/Chevrolet)

No visual só mudam os faróis com máscara negra emprestados do Onix Effect, lanternas com detalhes escurecidos da antiga configuração LTZ e calotas iguais às do atual Prisma LT.

 Versão de entrada também recebeu adesivos na coluna das portas

Versão de entrada também recebeu adesivos na coluna das portas (Divulgação/Chevrolet)

Com o mesmo banho de loja do irmão menor, o sedã tem novos revestimentos nos bancos, preparação para som, além de cinto de três pontos e apoio de cabeça para o quinto ocupante.

 Lanternas da antiga versão topo de linha LTZ foram reaproveitadas

Lanternas da antiga versão topo de linha LTZ foram reaproveitadas (Divulgação/Chevrolet)

Há direção elétrica, ar-condicionado, quadros de instrumentos com velocímetro digital, vidros dianteiros e travas com acionamento elétrico de série, mas o sistema de som é acessório.

Crime ocorreu na frente da filha do casal, de 8 anos. Eduardo Gonçalves de Souza estava foragido; juíza negou medida protetiva para vítima.

                      
Eduardo Gonçalves de Souza, denunciado por testemunhas após assassinar a mulher com mais de 20 facadas, se entregou à Polícia Civil do Distrito Federal durante a tarde desta quinta-feira (30). O crime aconteceu na noite de domingo (27), no Itapoã. Souza era considerado foragido.
De acordo com a polícia e os vizinhos, ele matou a esposa na frente da filha, de 8 anos. Souza já havia sido denunciado por violência doméstica, mas a juíza responsável pelo caso, Eugenia Christina Bergamo Albernaz, negou medida protetiva para a vítima.
Maria Regina Araújo, de 44 anos, morreu dentro de casa. Foi a filha quem avisou os vizinhos. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi até o local, mas a empregada doméstica já estava morta.
Souza chegou a ser detido pelos moradores e por um dos filhos da vítima, mas conseguiu fugir, atravessando a rodovia e se embrenhando no pinheiral. Segundo a Polícia Civil, ele se entregou na Divisão de Capturas e Polícia Interestadual, acompanhado de uma advogada.
                                                 
“Sem provas”
No dia 16 de agosto, dez dias antes do crime, Maria Regina procurou a Justiça para pedir que o marido – com quem vivia há 12 anos – ficasse longe dela. A juíza Eugenia Christina Bergamo Albernaz, que atendeu a empregada doméstica, entendeu que não havia motivos para aplicar a Lei Maria da Penha.
Segundo o entendimento da magistrada, os conflitos entre o casal eram devido ao “desgaste do convívio matrimonial”.
“Uma vez que, considerando a narrativa dos fatos, infere-se que o objeto do conflito entre as partes está relacionado à eventual separação ou dissolução de união estável, devido ao desgaste do convívio matrimonial, […] não incidindo, assim, as circunstâncias que autorizam a aplicação da Lei 11.340/2006”, concluiu a juíza, ao negar a medida protetiva.
Ainda na sentença, Eugenia Christina Bergamo Albernaz avaliou que, “diante da falta de provas, não haveria como autorizar a restrição de direitos subjetivos do marido da vítima já que ele, suspeito de praticar as agressões, ainda não tinha sido ouvido”.
Ação de divórcio
A juíza responsável pelo atendimento à Maria Regina disse também que poderia “apenas determinar” que a vítima procurasse um advogado ou a Defensoria Pública para buscar orientações sobre a “necessidade de uma ação de divórcio”.
O G1 tentou contato com a vara de Violência Doméstica e Familiar da região do Paranoá, mas a assessoria do Tribunal de Justiça afirmou que a magistrada não iria se pronunciar. A mesma vara foi responsável pelo pedido de prisão de Eduardo Gonçalves de Souza, após a morte de Maria Regina.
Ele chegou a pedir R$ 10 mil para sair de casa
De acordo com informações de um dos filhos de Maria Regina, o assassino chegou a pedir R$ 10 mil para deixar a casa. Na sexta-feira (24), dois dias antes do crime, a doméstica teria conseguido o dinheiro, mas, no momento da entrega, ele recusou a receber e disse que iria continuar morando com ela.
O assassino será ouvido nesta sexta-feira (31) na delegacia responsável pela investigação do crime.

 

Fonte: Blog Luís Cardoso

Autor de previsões que não falharam no Maranhão, o Babalorixá Pai Dudu previu a morte de um deputado do nosso estado por acidente de trânsito ainda neste ano de 2018.

A previsão foi feita em entrevista ao blog SJNOTÍCIASMA  em vídeo. Dudu, havia dito em março que no segundo semestre de 2018 um parlamentar sofreria um acidente em uma rodovia no Maranhão. No domingo passado, o deputado Stênio Rezende e esposa sofreram um acidente grave na BR 316, mas já fora de perigo.
Foi dele a previsão de acidente e morte de um deputado federal numa rodovia maranhense. Meses depois o carro em que viajava o parlamentar federal Luciano Moreira desviou de um animal e capotou. Ele veio a óbito.
Ao titular do Blog do Luis Cardoso, Pai Dudu disse que olhava um caixão de um e-governador. Antes de completar oito meses, morreu Jackson Lago. A mesma previsão funcionou para o ex-presidente da Assembleia Legislativa, João Evangelista.
Também para o jornalista Luis Cardoso, o babalorixá anunciou a morte de um blogueiro, alguns anos depois da morte do jornalista Décio Sá. O Blog do Luis Cardoso publicou a previsão. Foi assassinado o blogueiro Ítalo Diniz, na cidade de Governador Nunes Freire.
Confira a entrevista ao blogueiro Stênio Johnny.
“É melhor chegar tarde em casa do que chegar cedo no cemitério”

 Fonte: Blog Marcelo Vieira

                   

A deputada estadual Ana do Gás (PC do B), que tenta renovar o mandato no pleito deste ano, passou por um vexame, nesta manhã, em Santo Antônio dos Lopes, cidade que já foi administrada pelo seu marido, Eunélio Mendonça.

Ao participar de comício promovido pelo governador Flávio Dino, a parlamentar caiu em desgraça com o público presente e recebeu uma sonora vaia como resposta para o seu pedido de apoio.

Ao afirmar que representa muito bem está região do estado, e que o gás produzido em Santo Antônio dos Lopes é da população, Ana foi hostilizada pelos moradores.

A situação ficou ainda mais vexatória quando o mestre de cerimônia anunciou o discurso do prefeito Bigu de Oliveira (PSDB).

O tucano foi ovacionado pelo público.

Presente no ato, Eunélio Mendonça mostrou-se descontrolado e nervoso. O ex-prefeito chegou ao ponto de tentar, sem sucesso, “arrumar” uma confusão com o deputado federal Juscelino Filho (DEM).

Como resposta, teve que ouvir calado as palavras de Juscelino, que afirmou que Bigu recebeu um município em estado de terra arrasada e com diversas obras inacabadas.

Ana do Gás foi eleita, em 2014, como a terceira deputada mais bem votada do Maranhão, resultado do investimento feito pelo seu então marido/prefeito, que comandava os recursos robustos provenientes dos royalties do gás produzido na cidade.

Fonte: Blog Luis Pablo

Deputado Victor Mendes, a primeira-dama Danúbia Carneiro ao lado do marido-prefeito Magno Bacelar

Deputado Victor Mendes, a primeira-dama Danúbia Carneiro ao lado do marido-prefeito Magno Bacelar

Parece que Chapadinha-MA realmente é a cidade dos áudios. Desta vez a chefe do setor de Recursos Humanos da Prefeitura daquele município é quem foi gravada cobrando, em nome do prefeito Magno Bacelar, que os contratados compartilhem material do deputado federal Victor Mendes nas redes sociais e estejam presentes no evento onde o mesmo será apresentado como candidato oficial do governo municipal.

Conhecida na cidade como braço direito do prefeito, a secretária Wanda Silva tenta convencer os contratados a ignorar a rejeição do candidato na cidade e ainda diz que Victor Mendes não tem nenhum valor, mas que está servindo a cidade.

“Ele não vale nada, mas para nós em Chapadinha tem grande serventia”, diz a secretária que ainda faz questão de deixar claro que todos são contratadas da prefeitura. “Como nós somos todos contratados, nós devemos priorizar o grupo do prefeito, o prefeito Magno Bacelar.”

MAIS PRESSÃO

As cobranças por demonstrações de apoio nas redes sociais também vem ocorrendo por parte da primeira-dama, secretária de Assistência Social e ex-prefeita Danúbia Carneiro.

Um print vazado de um grupo que reúne os ocupantes de cargo comissionado da prefeitura revela um tipo de pressão para votar no candidato do prefeito. “Vamos divulgar nosso candidato… muito triste em ver todos com redes sociais e pouca divulgação!!!”, diz Danúbia no WhatsApp.

CLIQUE E OUÇA O ÁUDIO-BOMBA:

                           

                    Os métodos anticoncepcionais disponíveis atualmente são, majoritariamente, à base de hormônios femininos. Pílulas, injeções, anel intravaginal e até mesmo adesivos usam, de maneira geral, uma combinação de estrógeno e progestagênio, versão sintética da progesterona, para evitar a gravidez. Já o dispositivo intra-uterino (DIU) hormonal, o implante e algumas pílulas anticoncepcionais fazem uso apenas do progestagênio*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

O anel intrauterino, ou anel vaginal, é um pequeno aro de plástico flexível que é introduzido na vagina e deve ser trocado mensalmente. Ele possui ação dos hormônios de maneira combinada e os libera na corrente sanguínea. As injeções possuem a mesma ação do anel e devem ser aplicadas mensalmente, segundo o ginecologista

 

Após publicação sobre quantos prováveis deputados estaduais maranhenses cada uma das 12 coligações deve eleger,  agora ,  traz os favoritos para conquistar os 42 gabinetes da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão nestas eleições.

Abaixo o blog relacionou a foto que aparecerá nas urnas quando o eleitor votar no próximo dia 7 de outubro, conforme registro junto a Justiça Eleitoral. Obviamente, esta análise não passa de prognóstico, levando em consideração fatores como o potencial político eleitoral de cada candidato.

– Na Coligação Todos pelo Maranhão, formada pelo partidos PCdoB/PDT/DEM/PR/PP/PTC/PSB/PRB/AVANTE, o chamado “chapão”, é esperado eleger pelo menos 23 deputados estaduais. Então, ficamos assim:

Esses são os favoritos. Os legendados de “eleição garantida” dificilmente ficarão sem mandato nos próximos quatro anos. Os candidatos interpretados com “eleição incerta”, correm risco de perder a cadeira para outros nomes igualmente fortes, como Duarte Júnior (PCdoB),  Zé Gentil (PRB), Sérgio Frota (PP), Hélio Soares (PP), Zito Rolim (PDT), Daniella Tema (DEM), Dra Thaiza Hortegal (PP), Vinicius Louro (PR), Ciro Neto (PP), Chico Coelho (DEM), Júnior Verde (PRB), Ricardo Rios (PDT), Manoel Ribeiro (PRB), Ariston (Avante), Levi Pontes (PCdoB) e Dr. Yglésio (PDT).

–  Na Coligação Maranhão quer Mais, que reúne todos os partidos que apoiam a ex-governadora Roseana Sarney, PSD/PV/PRP/PMB/PSC/MDB, a lógica aponta para eleger ao menos 07 (sete) membros do Palácio Manuel Beckman:

A situação da coligação da família Sarney é mais cômoda que as demais, pois, entre os que podem ameaçar os sete atuais deputados de mandatos, existem apenas a ex-prefeita de Timon, Socorro Waquim (MDB), e correndo por fora, duas vereadoras: Barbara Soeiro (PSC de São Luís) e Fátima Avelino (MDB de Imperatriz). Por último, e nessa ordem, ainda tem o atual deputado estadual Sousa Neto (PRP), isso se ele não desistir até o dia da eleição. Há possibilidade também, dessa coligação eleger apenas seis deputados.

– Na Coligação Todos pelo Maranhão, formada por dois partidos, Patriotas e Solidariedade:

Dois nomes (Fábio Braga e Jota Pinto) se destacam dos demais, no entanto, esta chapa deve eleger no mínimo três cadeiras na ALEMA. Portanto, a briga será voto a voto, pois, sete nomes disputam a terceira cadeira, são eles: Helena Duailibe, Toca Sera, Fernando Pessoa, Rildo Amaral, Sérgio Vieira, Cabo Campos e Rosângela Curado.

– O PSDB saiu sozinho:

Os tucanos maranhenses devem fazer duas cadeiras no parlamento estadual. A primeira deve ser do deputado Welington e a outra do filho da deputada Graça Paz. O primeiro suplente deve ser o marido da prefeita de Bom Lugar, Rogério Pitbull.

– PSL saiu sozinho:

O partido de Bolsonaro no Maranhão foi outro que se isolou para buscar cadeiras no parlamento estadual, e deve eleger dois deputados. O primeiro, incontestavelmente, é o empresário Pará Figueiredo (filho do presidente do TJ-MA), a outra vaga deve ficar com o ex-prefeito de Codó, Biné Figueiredo. Ou ainda com o ex-vereador por São Luís, Fábio Câmara, que pode surpreender, ou não.

– PRTB saiu sozinho:

A sigla peitou tudo e todos e conseguiu graças à honra das calças que veste o advogado Márcio Coutinho sair sozinho. A coerência diz que o nanico partido irá eleger dois deputados estaduais. A briga é praticamente igualitária entre seis nomes com o mesmo peso: Betel Gomes, esposa do atual prefeito de Buriticupu; Dr Leonardo Sá, ex-vereador por Pinheiro; Marcial Lima, vereador por São Luís e irmão do atual prefeito de Grajaú; Dr. Gutemberg vereador por São Luís; Ricardo Diniz, vereador por São Luís e  Felipe dos Pneu, empresário de Santa Inês.

– A Coligação Juntos pelo Maranhão, reúne o PHS e o PMN:

Existe a possibilidade desta coligação eleger ao menos um membro do Plenário Nagib Haickel. Três nomes despontam como favoritos, sem larga diferença comparativa. Wenell Lages, filho do prefeito de Itapecuru-Mirim, Rose Sales, ex-vereadora por São Luís e o delegado Lourival Mendes, ex-vereador por São Luís e ex-deputado federal.

– Coligação Todos pelo Maranhão, PPL/PTB/PROS/PPS:

Apesar da junção de quatro partidos, é certo que esta coligação faça apenas uma cadeira na ALEMA, que será do atual primeiro suplente de deputado estadual Marcos Caldas. Os suplentes deverão ser os evangélicos Mical Damasceno (Filha do presidente da CEADEMA) e Pastor Cavalcante (Líder das Igrejas Assembleia de Deus no Sul do Maranhão).

– PT saiu sozinho:

O Partido dos Trabalhadores decidiu sair sozinho e por consequência irá manter sua atual cadeira na Assembleia Legislativa do Maranhão, reelegendo o deputado estadual Zé Inácio. O vereador por São Luís Honorato Fernandes deve ser o primeiro suplente.

– Pra fazer um Maranhão melhor, Podemos/DC/Rede:

Apesar de ter os ex-vereadores Marlon Garcia e Sebastião Albuquerque, a coligação dificilmente alcançará o quociente eleitoral.

– Coligação Vamos sem medo de mudar o Maranhão – PSOL/PCB:

As duas legendas juntas não conseguirão elegerá nomes para a Assembleia.

– PSTU saiu sozinho:

O partido em toda eleição apenas participa do pleito e não elege deputados.

São 308 municípios com o número de eleitores superior à população estimada em 2018 pelo IBGE. Minas Gerais é o estado com o maior número: 93 cidades. Fraudes e pessoas que moram em um lugar mas votam em outro podem explicar diferenças, diz desembargador do TRE-MG.

Mais de 300 cidades do país têm mais eleitores que habitantes. É o que aponta um levantamento feito pelo G1 com os dados do eleitorado apto a votar nas eleições de 2018, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e as estimativas populacionais de cada município do Brasil, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (29).

308 cidades do país têm mais eleitores que habitantes, aponta levantamento do G1 com base em dados do TSE e do IBGE (Foto: Igor Estrella/Arte)308 cidades do país têm mais eleitores que habitantes, aponta levantamento do G1 com base em dados do TSE e do IBGE (Foto: Igor Estrella/Arte)

308 cidades do país têm mais eleitores que habitantes, aponta levantamento do G1 com base em dados do TSE e do IBGE (Foto: Igor Estrella/Arte)

Todas as 308 cidades têm porte pequeno. Grande parte (84,7%) tem até 5 mil habitantes, sendo que a maior de todas, Canaã dos Carajás, no Pará, tem 36 mil pessoas. Ela é também a cidade com a maior diferença absoluta entre o número de eleitores e o de habitantes: são 3.805 eleitores a mais.

A maior diferença proporcional é encontrada em Severiano Melo, no Rio Grande do Norte, onde o número de eleitores é 2,2 vezes o de habitantes (6.259 eleitores e 2.799 habitantes). Já na outra ponta da lista, Balbinos, no interior de São Paulo, é a cidade com a menor proporção de eleitores em relação a sua população: 26,9%. São 1.488 eleitores, com população estimada de 5.532 pessoas.

Domicílio civil e eleitoral

De acordo com o TSE, as desproporcionalidades entre os números de eleitores e de habitantes em algumas cidades do país ocorrem porque o IBGE trabalha com o conceito de município de residência das pessoas, enquanto que o TSE trabalha com o conceito de domicílio eleitoral. Isso quer dizer que as pessoas podem morar em uma cidade, mas votar em outra, o que pode gerar incongruências no cruzamento dos dados.

O Código Eleitoral diz que “é domicílio eleitoral o lugar de residência ou moradia do requerente”. Porém, o TSE flexibiliza esse entendimento de forma a aceitar como domicílio eleitoral locais com os quais os eleitores (e candidatos) demonstrem vínculo político, social, afetivo, patrimonial ou de negócios.

“Como o conceito era muito amplo, o TSE delimitou que, além do domicílio civil, onde a gente mora, a pessoa pode optar por outras modalidades no momento de se inscrever como eleitor. Por exemplo, o domicílio patrimonial. Embora eu não more na cidade, tenho uma propriedade nela. Ou o domicílio empresarial. Eu não moro, mas tenho empresa, negócio, indústria, fazenda”, explica o desembargador Rogério Medeiros, corregedor e vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).

“Às vezes, a pessoa prefere votar em outro lugar [além da cidade em que mora]”, diz o desembargador Rogério Medeiros, do TRE-MG.

Segundo o desembargador, é muito comum as pessoas terem diferentes domicílios civis e eleitorais em Minas Gerais, ainda mais considerando que o estado é o que possui o maior número de cidades do país (853). Não por acaso, Minas também é o estado com o maior número de municípios com mais eleitores do que habitantes: são 93 cidades.

“O pessoal sai muito do interior para morar em outras cidades maiores, como Belo Horizonte, Montes Claros e Varginha. Mas todo mundo tem seu interior e pode preferir votar lá”, afirma Medeiros.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Glademir Aroldi, também aponta a mesma situação. “Em cidades pequenas, é comum os jovens irem estudar em outros lugares. Eles se formam e acabam ficando na cidade em que estudaram, mas o domicílio eleitoral continua o da cidade natal”, comenta.

Aroldi ainda afirma que muitos prefeitos apontam as estimativas populacionais do IBGE como abaixo da realidade. De acordo com nota técnica do próprio instituto, a estimativa é calculada a partir da “tendência de crescimento populacional do município, entre dois Censos demográficos consecutivos”, em relação à tendência de crescimento dos estados, verificada na projeção de população (cuja revisão 2018 foi divulgada em julho).

“Tem muito município em que a população é maior que a estimada pelo IBGE. Vai que uma cidade diminuiu de acordo com o Censo de 2010. Aplicar essa mesma tendência de queda para os anos seguintes pode não ser a realidade. Só um novo Censo vai mostrar a situação real”, diz Glademir Aroldi, presidente da CNM.

Em nota, o TSE também ressalta o fato de o IBGE trabalhar com estimativas, enquanto que a Justiça Eleitoral utiliza os dados cadastrais pertinentes ao histórico de cada título eleitoral.

O desembargador Medeiros ainda destaca que sempre existe a possibilidade de fraude eleitoral por trás das cidades com mais eleitores que habitantes.

“Às vezes, em cidade pequena, algum futuro candidato mal intencionado arregimenta pessoas e ônibus e começa a fazer transferência eleitoral para conseguir votos. A depender do tamanho da população, um ou dois ônibus já resolvem a eleição”, diz Medeiros.

Cadastramento biométrico pode ajudar a diminuir as anamolias por conta da atualização dos dados eleitorais (Foto: Alair Ribeiro/TRE-MT)

Cadastramento biométrico pode ajudar a diminuir as anamolias por conta da atualização dos dados eleitorais (Foto: Alair Ribeiro/TRE-MT)

Revisão eleitoral e biometria

Segundo o TSE, quando os números entre eleitores e habitantes é muito discrepante, a Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral, em âmbito nacional, e as Corregedorias regionais eleitorais, nos respectivos estados, podem decidir por realizar uma revisão eleitoral na cidade.

O desembargador Medeiros aponta que o próprio sistema da Justiça Eleitoral acusa automaticamente casos em que há indícios de fraude e crescimento anormal de eleitores. “Sempre que o número de eleitores ultrapassa mais de 60% da população ou o número de transferência de eleitores for muito alto de um ano para o outro, com crescimento de mais de 10%, o sistema acusa. Esses critérios estão previstos na legislação”, afirma.

Após o alerta, as cidades são passíveis de revisão. “O TRE marca uma data, anuncia previamente e funcionários vão até a localidade. Todo mundo tem que comparecer, mesmo que esteja em situação regular com a Justiça Eleitoral. Quem comparecer e não provar vínculo com a localidade tem a inscrição cancelada”, diz Medeiros. No caso das fraudes, um inquérito criminal pode ser aberto.

Em 2017, a Corregedoria do TRE-MG emitiu duas instruções para a realização de correição eleitoral (checagem inicial dos eleitores residentes na cidade) em 13 municípios mineiros. Outros TREs também realizam esse procedimento, em caso de denúncias de fraude ou divergências entre o número de habitantes e do eleitorado.

Além da revisão motivada por irregularidades apontadas pelo sistema eleitoral, também está em curso no país já há alguns anos o cadastramento biométrico, que acaba atualizando os dados dos eleitores no momento do registro das digitais. O processo também pode ajudar a diminuir o número de casos de cidades com mais eleitores que habitantes.

No caso de Minas, por exemplo, das 93 cidades com mais eleitores que habitantes, em 75, mais de 70% do eleitorado ainda não realizou o cadastramento biométrico. Considerando todo o país, 117 das 308 cidades estão na mesma situação, com 70% dos eleitores sem a digital cadastrada.

O desembargador destaca, porém, que tanto o processo de alistamento eleitoral quanto o de revisão (seja por meio da biometria ou por acusação do sistema) estão suspensos desde maio por conta das eleições. O processo apenas será retomado após o segundo turno.

“Após as eleições, nós planejamos fazer as revisões em cidades em que houve anomalias e também ir em outras cidades para aumentar o cadastramento biométrico”, afirma o desembargador.

“O alistamento biométrico é obrigatório, então, a medida em que o cadastro for avançando no país, a tendência vai ser de diminuição das anomalias”, diz Medeiros.

Candidatos majoritários aos cargos de governador e senador, nas eleições deste ano no Maranhão, optaram por não se agredirem mutuamente no primeiro programa do horário eleitoral gratuito, divulgado no Rádio na manhã desta sexta-feira (31).

Os postulantes usaram táticas diferentes para se apresentar ao eleitorado, preferindo deixar ataques – o que certamente ocorrerá – para uma outra ocasião.

O senador Roberto Rocha, candidato ao governo pelo PSDB, destacou sua biografia política, sua eleição para à Câmara Alta em 2014, e o seu desejo de, de fato, desenvolver o estado com políticas públicas direcionadas para todos, em especial crianças e idosos.

Candidato a reeleição, o governador Flávio Dino (PC do B) destacou ações da sua gestão, afirmando que, mesmo diante de um cenário de crise financeira e política instalada no Brasil, conseguiu fazer muito nestes quase quatro ano. E salientou o seu desejo de continuar à frente do Palácio dos Leões.

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) disse ter o sonho de retornar ao comando do estado para consertar o que ela classificou de erros cometidos pelo atual governo.

Lembrou, também, da sua trajetória política e problemas de saúde enfrentados ao longo dos anos.

Ramon Zapata, do PSTU, devido ao pouco tempo (nove segundos), apenas se apresentou ao eleitorado.

Os demais candidatos não divulgaram seus programas.

Para o Senado, o enredo foi basicamente o mesmo.

Resta saber, agora, como os postulantes irão se comportar no horário eleitoral na TV, que terá início logo mais, a partir das 13h.

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